O jornal Estado de S. Paulo publicou no dia 02/02/2012 a notícia de um estudo divulgado na quarta-feira, dia 01/02/2012, pela revista Science Translational Medicine.
Nesse estudo é revelado que a massagem tem uma ação muito parecida com a dos tradicionais anti-inflamatórios e é eficaz na reabilitação de músculos que sofreram lesões.
Segundo afirma Simon Melov, do Instituto Buck, nos Estados Unidos “Há consenso de que massagem produz bem-estar, agora, temos base científica para explicar como ela atua.”
Os cientistas descobriram que a massagem estimula a produção de sinais químicos que diminuem a inflamação, de um modo semelhante à atuação de diversos fármacos.
Trabalhos anteriores já haviam comprovavam os efeitos práticos das massagens, porém não havia a descoberta das complexas reações bioquímicas que explicam por que ela funciona.
A massagem estimula a geração de mitocôndrias (organelas celulares que funcionam como as usinas de energia no interior celular). Sabe-se que a respiração celular ocorre nestas organelas. Sendo assim, a prática de receber massagem além de melhorar a respiração celular também contribui para acelerar a reconstrução de tecidos musculo-esqueléticos afetados por exercícios físicos ou doenças.
Segundo o estudo, a partir de 10 minutos de massagem bastariam para produzir um efeito benéfico perceptível.
Mark Tarnopolsky, principal autor do estudo e cientista do Departamento de Pediatria e Medicina da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, explica: “Os benefícios da massagem podem ser úteis para um amplo grupo de indivíduos que inclui idosos, pessoas que sofrem de lesões músculo-esqueléticas e pacientes com doença inflamatória crônica”.
“Esse estudo fornece evidências científicas confiáveis de que terapias de manipulação, como a massagem, podem ser integradas com sucesso à prática médica.”
O artigo relata que “Apesar de não ter efeito sobre os metabólitos musculares (como o ácido lático), a massagem diminui a produção do fator inflamatório, mitigando o estresse celular da fibra muscular”.
O mesmo texto recorda que terapias complementares, como a própria massagem, a acupuntura e a quiropraxia se tornam cada vez mais comuns no cotidiano das pessoas, especialmente como formas de diminuir a dor. Daí a necessidade de estudos que determinem a razão da sua eficácia.
Local onde está o estudo:






